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Reciclagem de baterias de lítio é um processo crucial para o mercado de eletrônicos.

Reciclagem de baterias de lítio é um processo crucial para o mercado de eletrônicos.
Com o crescimento global do mercado de carros elétricos cresce também o interesse em desenvolver processos mais eficientes na reciclagem das baterias de lítio.
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Os primeiros testes envolvendo o uso do lítio e geração de energia foram feitos em 1912 pelo físico Gilbert Newton Lewis. Contudo, as baterias de íons lítio, como conhecemos hoje, só começaram a chegar nos produtos eletrônicos na década de 70.
A invenção representou um avanço importante para o setor. Os modelos passados, como os sucessos de chumbo-ácido e níquel-cádmio, eram mais pesados e tinham menos capacidade de armazenamento energético. Hoje, os íons lítio são os que energizam seu smartphone, seu computador e, muito provavelmente, serão os responsáveis por energizar seu carro no futuro.
As vendas de carros elétricos tiveram um impulso significativo nos últimos anos, 41% em 2020 e 108% em 2021. Em 2023, 14% do total de carros novos comercializados no mundo já eram elétricos. No Brasil, o setor dá sinais fortes de que veio para ficar.
Mesmo com o retorno da taxação de importados elétricos, o mês de janeiro de 2024 registrou o emplacamento de 12 mil veículos eletrificados, 167% a mais que no mesmo período de 2023.
A empresa chinesa BYD planeja investir R$ 5,5 bilhões em Camaçari, na Bahia, em um projeto que inclui exploração e beneficiamento do lítio para as baterias.
Para Ricardo Bastos, presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), o Brasil será um produtor de baterias para veículos elétricos em menos de dez anos.
Com o crescimento desse mercado cresce também o interesse nos negócios que envolvem seu componente mais importante, que é justamente a bateria.
Um estudo da McKinsey Battery Insights projeta que toda a cadeia de baterias de íons de lítio, desde a mineração até a reciclagem, pode crescer em mais de 30% ao ano até 2030.
