Passado a Limpo
Hoje quem completa 71 anos, é o irreverente artista Eduardo Dussek.

Hoje quem completa 71 anos, é o irreverente artista Eduardo Dussek.
Eduardo Gabor Dusek nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 1 de janeiro de 1954.
Um dos clássicos – Nostradamus, a canção que colocou Eduardo Dussek no topo da parada, está completando 46 anos.
Composta em 1979, estourou no ano seguinte, no Festival MPB, da Rede Globo, onde chegou à finalíssima.
Ele é pianista, ator, cantor e compositor.
Grandes nomes da música brasileira, já gravaram Dussek e em sua voz, existem músicas imortalizadas, como: Barrados no Baile, O Rock da Cachorra, Cantando no Banheiro e também músicas românticas como: Cabelos Negros e Aventura.
— Conheço ele a minha vida inteira, pertencemos à mesma geração e falamos à mesma língua, cada um da sua maneira. Sempre teve talento para ir do lirismo ao deboche, combinar humor e poesia. É um homem de profunda inteligência, um ser humano especial.
O jornalista Arthur Dapieve, autor de “BRock: o rock brasileiro dos anos 1980” – comenta a trajetória do músico:
— Ele saiu de um nicho e teve um momento espetacular participando de festivais e da explosão do rock nacional, com muitos olhos e ouvidos voltados para ele. Depois retornou para um nicho, mas sempre atrás do que lhe interessava — diz o crítico. — É um bom cantor, bom pianista, tem letras afiadas.
Pela inventividade e variedade de gênero entre as faixas, considero “Olhar brasileiro” (1981) um dos dez melhores discos do Brasil nos anos 1980.
Mal de Parkinson:
Eduardo Dusek está controlando a doença de Parkinson e consegue andar, nadar, malhar e andar de bicicleta – mas tudo sem exageros.
No entanto, falar e cantar cansa-o muito e tudo o que exige atenção e concentração pode desencadear crises – Eduardo Dusek já disse que a doença é uma chance de iluminação e de evolução espiritual.
“Rock da Cachorra” é uma canção composta por Leo Jaime e originalmente gravada em 1982 por Eduardo Dussek em seu álbum Cantando no Banheiro.
A canção propositalmente leva um ritmo rockabilly dos anos 50 – pegando uma matéria do Fantastico da Rede Globo, onde passou uma matéria sobre Psicanalistas para cachorro.
A Sua letra social, porém cômica, tem um único objetivo: literalmente trazer a consciência de “não compre, adote”.
