Passado a Limpo
Há 48 anos a banda Pink Floyd instala um balão de hélio em forma de porco em frente ao prédio Battersea em Londres, Reino Unido.

Há 48 anos a banda Pink Floyd instala um balão de hélio em forma de porco em frente ao prédio Battersea em Londres, Reino Unido.
Efeito esse que serviu de capa para o álbum – ”Animals”.
Passado a Limpo + 2 de dezembro de 1976.
O álbum foi lançado no dia 23 de janeiro de 1977, o décimo álbum do Pink Floyd, mostra uma musicalidade mais ácida e pesada, com um conceito baseado na crítica política e social do Reino Unido, na segunda metade dos anos setenta.
O disco Animals foi inspirado no livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell, e o tal porco da capa é referência aos personagens do livro.
A história:
-
A Revolução dos Bichos como Inspiração: O álbum “Animals”, lançado em 1977, é um conceito que explora as classes sociais e a alienação através de metáforas animais. A obra de George Orwell, publicada em 1945, é uma alegoria política que satiriza a Revolução Russa e o totalitarismo, utilizando animais como personagens para representar diferentes classes sociais. A similaridade temática é evidente, com ambos os trabalhos criticando a desigualdade, a manipulação e a corrupção do poder.
-
O Porco como Símbolo: O porco, presente na capa icônica do álbum e em diversas letras, é uma referência direta aos porcos que, em “A Revolução dos Bichos”, assumem o poder após a revolução e acabam se tornando tão opressores quanto os humanos que antes governavam a fazenda. Assim como os porcos de Orwell, o porco de “Animals” representa a classe dominante, corrupta e manipuladora.
-
Outras Referências: Além do porco, as outras faixas do álbum também fazem alusões aos animais presentes na obra de Orwell, como os cães (que representam a polícia secreta) e as ovelhas (que simbolizam a massa manipuladora).
Em resumo:
A relação entre “Animals” e “A Revolução dos Bichos” vai além de uma simples inspiração. O álbum do Pink Floyd é uma adaptação contemporânea da obra de Orwell, utilizando a linguagem musical e visual para criticar a sociedade capitalista e as relações de poder. O porco, como personagem central, se torna um símbolo poderoso dessa crítica, representando a corrupção e a alienação que permeiam as relações humanas.
