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Ainda Estou Aqui chega a marca de 3 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros.

Ainda Estou Aqui chega a marca de 3 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros.
Dirigido por Walter Salles, longa foi pré-indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional
Ainda Estou Aqui já foi assistido por mais de 3 milhões de pessoas nos cinemas brasileiros desde seu lançamento, em novembro.
É o que mostram os dados do Filme B divulgados no último domingo, 29.
Dirigido por Walter Salles e pré-indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, o filme já ganhou sete prêmios, incluindo o troféu de melhor roteiro no Festival de Veneza.
Ainda Estou Aqui conta a história real da brasileira Eunice Paiva (interpretada por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro), que se tornou ativista dos Direitos Humano depois da morte de seu marido, o deputado federal Rubens Paiva (Selton Mello), assassinado pela ditadura militar em 1971.
O filme é uma narrativa emocional e dramática, focada na luta de Eunice após a perda trágica de seu companheiro. Rubens Paiva foi preso e afastado durante o regime militar, e sua morte foi um dos casos emblemáticos de repressão política daqueles anos.
O filme não destaca apenas a dor de uma mulher que perde o marido de maneira brutal, mas também sua jornada de resistência. Eunice Paiva, ao longo dos anos, tornou-se uma voz importante na busca pela justiça e pela luta pelos direitos humanos no Brasil, especialmente no que diz respeito aos desaparecimentos excluídos
Essa produção também aborda temas como a dor da perda, o impacto psicológico da repressão política, e a perseverança de uma mulher que, apesar de sofrer profundamente, transforma sua dor em ação.
Atuação nos Direitos Humanos: Eunice Paiva teve um papel importante na criação da Constituição Federal de 1988, atuando como consultora da Assembleia Nacional Constituinte.
Ela também trabalhou em defesa dos direitos indígenas e foi uma das fundadoras do grupo Tortura Nunca Mais.
